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Quais produtos serão tributados pelo novo Imposto Seletivo (IS)? Entenda os impactos para a indústria

Quais produtos serão tributados pelo novo Imposto Seletivo (IS)? Entenda os impactos para a indústria

A Reforma Tributária introduziu um novo tributo que exige atenção especial das indústrias: o Imposto Seletivo (IS). Diferentemente da CBS e do IBS, cuja lógica está baseada na não cumulatividade, o IS possui caráter regulatório e incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

Para gestores industriais, o desafio não está apenas em conhecer quais produtos serão tributados, mas principalmente em preparar processos, cadastros fiscais e sistemas ERP para atender às novas exigências legais sem comprometer o faturamento.

O que é o Imposto Seletivo?

O Imposto Seletivo foi instituído pela Reforma Tributária com finalidade extrafiscal. Seu objetivo não é apenas arrecadar, mas influenciar o consumo de determinados produtos considerados nocivos.

Ao contrário da CBS e do IBS, o IS não segue integralmente a lógica do IVA. Ele não gera créditos fiscais para operações posteriores e ainda influencia a formação da base de cálculo de outros tributos, tornando seu correto tratamento essencial para o controle dos custos industriais.

Quais produtos estarão sujeitos ao Imposto Seletivo?

Conforme a regulamentação da Reforma Tributária, o IS incidirá sobre categorias específicas de produtos.

  • Veículos de passeio e determinados veículos comerciais leves.
  • Aeronaves e embarcações específicas.
  • Produtos derivados do fumo.
  • Bebidas alcoólicas.
  • Bebidas açucaradas.
  • Determinados bens minerais extraídos, como minério de ferro, petróleo bruto e gás natural.

A identificação desses produtos ocorre principalmente pela classificação fiscal (NCM), tornando indispensável que os cadastros fiscais estejam atualizados e corretamente parametrizados.

Por que isso afeta diretamente a gestão industrial?

Mesmo indústrias que não fabricam produtos sujeitos ao IS podem sofrer impactos caso utilizem esses itens como matéria-prima, insumo ou realizem operações de comercialização.

Entre os principais efeitos operacionais estão:

  • alteração da formação do custo dos produtos;
  • mudança na composição do markup;
  • necessidade de atualização dos cadastros fiscais;
  • novas regras para emissão da NF-e;
  • maior rigor na validação dos documentos fiscais eletrônicos.

Esses fatores exigem maior integração entre os departamentos Fiscal, Compras, PCP, Custos e Comercial.

O Imposto Seletivo gera crédito tributário?

Não.

Essa é uma das maiores diferenças em relação à CBS e ao IBS. O Imposto Seletivo possui incidência única e não permite aproveitamento de créditos fiscais na cadeia produtiva.

Na prática, isso significa que seu valor passa a compor o custo da operação, exigindo maior precisão nos cálculos de rentabilidade, margem de contribuição e precificação.

Novas exigências para emissão da Nota Fiscal

Outra mudança importante está na documentação fiscal.

As Notas Fiscais Eletrônicas passarão a utilizar novos grupos de informações específicas para o Imposto Seletivo, incluindo códigos de situação tributária e classificações próprias.

Falhas nessas informações poderão resultar em rejeições automáticas da NF-e, interrompendo processos de faturamento, expedição e entrega.

Para indústrias com elevado volume de emissões, esse risco operacional pode gerar atrasos logísticos e aumento dos custos administrativos.

Como um ERP preparado reduz os riscos da Reforma Tributária?

A adaptação à Reforma Tributária envolve muito mais do que atualizar alíquotas.

É necessário que o ERP consiga:

  • identificar automaticamente produtos sujeitos ao IS por NCM;
  • calcular corretamente o imposto conforme a legislação;
  • compor corretamente a base da CBS quando exigido;
  • emitir XMLs dentro das novas especificações fiscais;
  • manter cadastros fiscais sincronizados com as alterações legais;
  • apoiar a formação de custos e preços considerando o novo cenário tributário.

O E2Corp, desenvolvido pela AOKI Inova, possui arquitetura flexível para acompanhar mudanças fiscais complexas, permitindo parametrizações específicas e evolução contínua conforme a regulamentação da Reforma Tributária.

Além da atualização fiscal, o sistema integra gestão financeira, produção, custos, estoque, compras, faturamento e inteligência gerencial, oferecendo uma visão completa dos impactos tributários na operação industrial.

Conclusão

O Imposto Seletivo representa uma mudança relevante para diversas indústrias brasileiras. Seu impacto vai além da tributação de determinados produtos, influenciando custos, precificação, emissão de documentos fiscais e conformidade tributária.

Preparar a operação antes da obrigatoriedade reduz riscos de rejeições fiscais, melhora a previsibilidade financeira e permite que a indústria atravesse a transição da Reforma Tributária com maior segurança operacional.

Se sua indústria deseja avaliar como adaptar seus processos e seu ERP às novas regras da CBS, IBS e Imposto Seletivo, converse com um especialista da AOKI Inova e conheça como o E2Corp pode apoiar essa transição de forma estruturada.

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Há mais de 34 anos, a AOKI Sistemas oferece ERPs flexíveis e completos para pequenas e médias indústrias. Com tecnologia em nuvem, foco na eficiência e atendimento próximo, ajudamos negócios a crescer com controle, automação e inteligência.

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